Senador Bernie Sanders de 85 Anos Ameaça Big Techs e IA
Senador Bernie Sanders de 85 Anos Ameaça Big Techs e IA
Fonte: You TubeUm velho de
85 anos, o Senador Bernie Sanders dos Estados Unidos, ameaça as Big
Techs e IA, enquanto boa parte dos idosos estão aí de cabeça baixa e
envergonhados por não terem contribuído para nos oferecer um mundo melhor,
sobretudo para as gerações mais jovens, que já vislumbram um mundo sem futuro.
Big Techs e IA
Para o Senador
Bernie Sanders, a inteligência humana não pode ser substituída por
bugigangas artificiais das Big Techs e IA nos levando à maior
sujeição humana e lucros desenfreados de meia dúzia de pessoas, que estão aí
capturando dirigentes políticos em todo o mundo.
O senador
afirma, ainda, que “não é tarde demais para evitar o desastre", pedindo que
“parem de construir máquinas que os humanos não conseguem controlar" e “suspendam
o desenvolvimento da tecnologia”.
Para ele, as
corporações já perderam o controle sobre modelos que poderiam causar
"resultados potencialmente catastróficos" para milhões de pessoas. O senador
Bernie Sanders está ouvindo a voz das ruas e sabe que o avanço de
socialistas progressistas nas próximas eleições não vai se limitar apenas a
regulamentar os avanços das Big Techs e IA.
Por conta
da crescente inquietação de eleitores americanos, políticos americanos estão
voltando a atenção cada vez mais para as Big Techs, IA e Data Centers,
ao contrário do que está acontecendo no Brasil. Os eleitores estão temendo o
aumento dos custos de eletricidade, perda de empregos e redução nas
aposentadorias.
A carta do
Senador às principais corporações pedindo uma pausa nos avanços da tecnologia
parece ter tido um efeito no meio delas. O representante da Meta, Marc Zuckerberg,
lançou um manifesto denominado de “O Futuro para Todos”.
Só que o “Futuro
para Todos” de Zuckerberg contraria não só as suas práticas, mas a de
dirigentes de sua empresa. O Diretor de Tecnologia da Meta, Andrew Bosworth,
numa das reuniões da empresa referiu-se ao trabalho de seus funcionários,
segundo a imprensa, com a seguinte afirmação:
“O
principal papel que a IA desempenha em relação aos trabalhadores hoje é
intimidá-los e forçá-los a trabalhar cada vez mais intensamente, sem trégua”. Ademais,
a demissão de milhares de funcionários da Meta é sinal de que ela atravessa uma
crise moral.
O manifesto
de Zuckerberg e as gloriosas liberdades que a IA proporciona, juntamente com a
"superinteligência", pavimentam o caminho da ignorância, sujeição e
servidão humana, defendido pela extrema direita no mundo e grandes corporações.
A esperança
é que há sinais de que muito breve as preocupações do Senador Bernie Sanders
sejam abraçadas por líderes mundiais em barrar a corrida insana das Big Techs,
IA e Data Centers, a exemplo do líder Chines, Xi Jinping, que pede garantias de
que a IA esteja sempre sob controle humano.
Data
Centers
Uma pausa na
corrida desenfreada das Big Techs e IA deve alcançar as construções de centros de dados e treinamentos, que no Brasil acontece de forma desordenada, sem
controle, transparência e audiências públicas.
Existem
políticos festejando esta desordem no país, mas a reação da população já está
sendo percebida. Estudos dos Estados Unidos estão mostrando os riscos da
construção de data centers e a falta de responsabilidade dos governantes.
Assim
sendo, os registros das últimas semanas, incluindo as preocupações do Senador
Sanders e o que disse o presidente da Machine Intelligence Research Institute,
não há mais motivos para duvidar dos perigos do desenvolvimento desenfreado da
inteligência artificial e seus centros de dados.
Por conta
disto, quinze procuradores-gerais estaduais nos Estados Unidos manifestaram
preocupações, juntamente com outras autoridades públicas, afirmando que, no
mínimo, precisamos ter a capacidade de parar.
No Brasil,
promotores de justiça começaram este trabalho, que precisa ser intensificado,
embargando a construção de centro de dados construídos sem controle, sem
transparência e fora das exigências estratégicas do país.
No momento,
a mobilização dos eleitores americanos é em torno da expansão dos Data Centers,
apontados como os responsáveis pelo aumento das contas de energia e da
poluição. Mas os problemas não são só estes, conforme estudos já realizados,
razão pela qual 7 em cada 10 americanos são contra os Data Centers.
Não dá mais
para acreditar no discurso de proprietários e dirigentes das Big Techs, diante
das preocupações de pesquisadores e da sociedade que não aceitam mais
tecnologias opacas, enviesadas e voltadas para lucros abusivos, sem os cuidados
éticos ou considerações do bem-estar humano.
Além disto,
espera-se que os eleitores brasileiros observem os eleitores americanos, que já
estão pedindo para não se votar em candidatos que incentivaram a construção de
Data Centers. Votar é decidir sobre políticas públicas nocivas de nossos
dirigentes.

Comentários